Durante uma conferência de imprensa na terça-feira, 02 de julho, o Presidente Desi Bouterse informou que após consulta com assessores, foi decidido reverter a decisão que havia fixado o número de vagas para a Universidade de Medicina e Fisioterapia em 60 ”numerus fixus” para 20, ao reverem o programa o número de vagas fixado passa a ser de 60 em 2019. Para que não haja falhas, ele solicita todas as partes envolvidas a se empenharem.

Recentemente, o Ministério da Educação, Ciência e Cultura (OW & C) havia reduzido o número de estudantes que seriam admitidos nos programas de Medicina e Fisioterapia da Faculdade de Ciências Médicas em 2019 para 20. A ministra Lilian Ferrier da OW & C diz que a pedido da diretoria da do Instituto Médico-Científico (MWI) e da própria Universidade, foi tomada a decisão de reduzir o número de vagas, de acordo com a ministra, o ideal segundo eles seria reduzir até mesmo para 15, mas foi decidido deixar em 20 vagas. Agora, porém, após a conferência, o número foi revisto e fixado para 60 vagas. O presidente parabeniza o envolvimento da sociedade na discussão sobre o número de vagas.

O Governo da República do Suriname pretende usar 380 mil dólares para modernizar as instalações do Instituto Médico-Científico, onde os estudantes de medicina irão completar sua formação. O Presidente Bouterse anunciou pessoalmente essa decisão, pois considera altamente necessário que a formação de médicos em território surinamês seja feita da maneira mais eficaz e eficiente possível. Na conferência de imprensa, Bouterse, juntamente com os ministros, discutiram outras questões relacionadas a essa.

A ministra Ferrier diz que aumentar o numerus fixus de vagas para 60 em 2015 acarretou em bloqueio devido a vários fatores diferentes. Ela disse que devido a essa mesma decisão em 2015 hoje há 90 alunos na fase clínica, um número que começou a se acumular, porque não há especialistas suficientes para orientar os alunos. Isso significa que a conclusão de uma formação pode levar de sete anos a dez anos, o que significa que o orçamento do Ministério da Educação, Ciência e Cultura exerce demasiada pressão. A pressão se tornará ainda maior quando estudantes surinameses (bolsistas) retornarem ao Suriname para completar sua parte prática do curso.

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