Foto: SERGEY BOBOK / AFP

Quase uma semana depois de iniciar a invasão da Ucrânia, a Rússia declarou nesta quarta-feira que suas tropas tomaram a cidade de Kherson, no Sul. Autoridades ucranianas negam a captura, que representaria a queda da maior cidade até o momento. Nas últimas 24 horas, militares russos também avençaram em Kharkiv, a segunda maior cidade ucraniana.

Atualmente em seu sétimo dia, a ofensiva russa se concentra agora em quatro eixos de ataques: em Kiev, em Karkhiv (segunda maior cidade do país, no Leste, a 65 km da fronteira com a Rússia), na região separatista de Donbass e no Sul, que, desde o início dos conflitos, é onde a Rússia registrou mais vitórias.

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As forças russas estão estabelecendo condições para cercar várias das principais cidades ucranianas e dedicaram os últimos dias a reorganizar sua linha de suprimentos para Kiev, após enfrentar problemas na entrega de combustível e de alimentos. A logística falha fez com que, por exemplo, muitos veículos militares russos fossem abandonados.

Uma ofensiva terrestre contra a capital é esperada para quando a logística estiver funcional, mas ainda não parece iminente. Além dos cercos às cidades, as forças russas também tentam isolar as forças ucranianas.

O comando terrestre do Exército brasileiro, que produz relatórios públicos diários sobre a guerra, infere “que a negociação de um pretenso acordo visa permitir o ressuprimento das tropas ou mesmo dissimular o ímpeto da continuidade das operações por parte da Rússia”.

Por ora, um enorme comboio de tanques, caminhões e veículos blindados de combate se aglomera a noroeste de Kiev, e há ataques aéreos, de artilharia e com mísseis contra alvos estratégicos em andamento.

Os bambardeios continuam intensos em Kiev, Kharkov, Chernihiv e Mariupol (mapa acima) nas últimas horas, segundo a Inteligência britânica. A Rússia disse à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que seus militares assumiram o controle ao redor da usina de Zaporijia, a maior instalação de energia nuclear da Europa. As autoridades ucranianas, no entanto, afirmam que mantêm o controle da usina, que tem seis reatores e fica ao lado do Rio Dnieper. Veja abaixo:

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