Foto: Redes sociais

A retirada de árvores da Avenida Barão do Rio Branco, na fronteira do Brasil com a Guiana Francesa, gerou revolta em moradores de Oiapoque, no Norte do Amapá. A remoção da vegetação ocorreu na madrugada de quarta-feira (1º) e gerou até uma ação civil pública do Ministério Público do Estado (MP-AP).

Em nota publicada nas redes sociais, a prefeitura afirmou que a retirada das árvores faz parte de uma obra de revitalização e que não foi praticada pelo Município, mas pela empresa que executa a construção. O trabalho acontece no canteiro central da via pública que integra ainda um trecho da orla da cidade, onde um monumento turístico marca onde inicia o território brasileiro.

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Segundo o MP, o projeto foi apresentado pela empresa e aprovado pelo Município, prevendo a supressão de 57 espécies plantadas há décadas na região, entre mangueiras, avineiras, palmeira imperial, limoeiro, que seriam substituídas por árvores ornamentais sem relação com o bioma amazônico.

“A obra em questão é oriunda de convênio federal, executada exclusivamente com recursos federais, cujo projeto, foi elaborado e aprovado na gestão passada, a qual a administração daquela época era responsável pela elaboração do mesmo. A atual Gestão, não elaborou o projeto, mas concordou em executá-lo, por ser convênio federal, e sua inexecução poderia afetar todos os demais convênios federais”, declarou o Município em nota.

A gestão municipal acrescentou que as árvores removidas do canteiro central serão trocadas por “outros tipos de vegetações mais adequadas a urbanização da cidade”. A retirada da vegetação foi recebida com tristeza por parte da população de Oiapoque. Ainda na quarta-feira, mas à noite, um grupo fez um protesto e acendeu velas no local para simbolizar o que seria um velório das árvores.

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