Presidente russo ignora reprovação do Ocidente e diz que as sanções não são ‘fatais’ para a economia. Para ele, a Crimeia faz parte das ‘origens espirituais’ da Rússia.

Mais de 100.000 pessoas, segundo as primeiras estimativas de fontes policiais, se reuniram nesta quarta-feira na Praça Vermelha de Moscou para celebrar o primeiro aniversário da anexação russa da Crimeia. Em um ambiente festivo, com bandeiras e balões coloridos, e sob o lema ‘Estamos juntos’, as pessoas se concentraram junto à Catedral de São Basílio e às muralhas do Kremlin para assistir ao showmício, no qual discursaram conhecidos artistas e políticos.

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, afirmou que o presidente Vladimir Putin presidiu hoje uma reunião de seu governo dedicada à reunificação com a Crimeia e felicitou os russos pela anexação. Depois da reunião, durante o ato, Putin afirmou que russos e ucranianos são “um só povo”.

O presidente russo afirmou ainda que a Rússia “fará tudo o que for possível para que a Ucrânia supere este período difícil o mais rápido possível para restabelecer relações normais entre os dois Estados”. Além disso, advertiu que “o nacionalismo radical sempre é prejudicial e perigoso”. O chefe do Kremlin descartou que a anexação fosse para somar território, “pois a Rússia já tem o suficiente”, e sim porque a Crimeia é parte das “origens históricas, espirituais e nacionais da Rússia”.

Há exatamente um ano, em 18 de março, depois de uma rápida e ostensiva ocupação militar ilegal, Putin assinou tratados bilaterais com os líderes pró-Rússia da Crimeia e do porto de Sebastopol. Mesmo muito criticado pela Ucrânia e por países do Ocidente, tanto o porto quanto a península, na prática, se transformaram em parte da Federação Russa. Putin reconheceu que as sanções econômicas ocidentais pela anexação da Crimeia prejudicaram a Rússia, mas negou que sejam “fatais” para as finanças do país.

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Fonte: Veja

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