Em declaração, líder russo afirmou que não permitirá que a chamada ‘família tradicional’ seja substituída por ‘pai um’ e ‘pai dois’.

O presidente Vladimir Putin afirmou, nesta quinta-feira (13) que o casamento entre pessoas do mesmo sexo não será legalizado na Rússia enquanto ele for presidente do país. Putin enfatizou que não permitiria que a noção de “família tradicional”, composta por um homem e uma mulher, fosse subvertida pelo que ele chamou de “pai número 1″ e “pai número 2”.

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“No que diz respeito a ‘pai número 1’ e ‘pai número 2’, eu já falei publicamente sobre isso e repetirei novamente: contanto que eu seja presidente, isso não acontecerá. Haverá pai e mãe ”, disse Putin.

Durante suas duas décadas no poder, Putin se alinhou estreitamente com a Igreja Ortodoxa e procurou distanciar a Rússia dos valores liberais ocidentais, incluindo atitudes em relação à homossexualidade e à fluidez de gênero.

Os comentários do presidente russo foram feitos durante o encontro com uma comissão governamental para discutir mudanças na Constituição do país, que solicitou sua opinião sobre uma cláusula para limitar o casamento como uma união entre homem e mulher.

Segundo Putin, o ponto será incluindo na Carta, bastando apenas definir em que lugar e com qual fraseamento. “Precisamos apenas pensar em quais frases e onde fazer isso”, disse.

A comissão foi criada no mês passado depois que o presidente anunciou mudanças radicais no sistema político russo, que são amplamente vistas como projetadas para ajudá-lo a estender seu poder mesmo após sua saída do cargo, o que deverá acontecer em 2024.

Desde 1993, a homossexualidade não é mais crime na Rússia. Porém, o país segue conservador e casais homoafetivos não tem os mesmos direitos que casais heterossexuais. Seja no direito ao casamento, ou à liberdade individual.

Um exemplo é a chamada “lei da propaganda gay”, de 2013, que proíbe qualquer demonstração pública de afeto entre pessoas do mesmo sexo. Esta lei é entendida como uma “proteção” às “relações não-convencionais.”

A violência contra esta população foi destacada pela ONG Human Rights Watch em relatório de 2019.

Em julho do ano passado, veio a público a existência de um site que elaborou uma lista pública de homossexuais que deviam ser eliminados. A ameaça não foi levada a sério, mas, dias depois, uma das ativistas que estava com o nome na lista, Elena Grigorieva, foi assassinada e o país foi tomado por protestos.

Fonte: G1
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