Aconteceu na manhã desta quinta-feira, 27 de novembro, no prédio do CCBS (Centro Cultural Brasil/Suriname), o seminário sobre imigração promovido pelo projeto CEDECA-EMAUS em parceria com o governo do Suriname e a embaixada brasileira no Suriname.

O seminário teve como tema: Direitos humanos no contexto da migração e relações internacionais.

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Estiveram presentes como palestrantes convidados o ministro das relações exteriores o sr. Caio Renault, o Major da polícia militar do Suriname e chefe do setor de imigração,  Samuel R., e o sociólogo da Universidade Anton de Kom, professor Jack Menke, entre outras personalidades como a advogada do movimento Emaús em Belém do Pará, Ellen Carolina e a coordenadora do seminário, sra. Alessandra Cordovil.

Pela ordem, o ministro Caio Renault falou sobre as estreitas relações diplomáticas e de fronteira entre o Brasil e o Suriname. Destacando o esforço em conjunto entre os dois países para acompanhar o número cada vez maior de brasileiros que chegam ao Suriname pelos diferentes postos de fronteiras, bem como as pendencias relacionadas aos brasileiros que tem residencia fixa no Suriname.

O major da policia militar do Suriname e chefe do setor de imigração falou sobre o controle e as estatísticas do governo do Suriname sobre a entrada de estrangeiros provenientes de países que fazem fronteira com o Suriname, como Guiana Francesa, Brasil e Guiana Inglesa, com destaque para o maior número de imigrantes provenientes das guianas, ficando os brasileiros em segundo lugar nesta estatística.

O major Samuel chamou a atenção para as regras estabelecidas pelo ministério da justiça do Suriname para conceder o visto de entrada no país que em determinados casos sofreram alterações e outras regras que permanecem inalteradas, como por exemplo a apresentação obrigatória da carteira de vacinação para todos os brasileiros que entram no país. Foi abordado pelo major a questão dos modernos sistemas eletrônicos usados pela polícia de fronteira para identificar passaportes falsos e pessoas que estão na “lista negra” da polícia como, pessoas que foram deportadas, criminosos procurados pela justiça etc…

Segundo o major Samuel, este controle tem se tornado ainda mais rígido para evitar a entrada de estrangeiros no país com doenças contagiosas, drogas, armas e produtos contrabandeados. Este sistema está sendo aplicado nos cinco principais pontos de entrada no país que ficam em: Aeroportos, Nickerie, Albina, Para, New Haven e Paramaribo. O major ainda destacou que o governo do Suriname através do ministério da justiça está empreendendo esforços no sentido de regularizar a documentação dos brasileiros que trabalham ou vivem no Suriname com ações como um mutirão que será realizado em parceria com a embaixada brasileira e o ministério da justiça do Suriname para conceder mais uma oportunidade aos brasileiros(segundo perdão) que querem e precisam se regularizar para permanecer no país.

Na conclusão o sociólogo e professor da Universidade Anton de Kom, Jack Menke, falou sobre as pesquisas realizadas pelo governo sobre o movimento de imigração através das fronteiras com países vizinhos. O professor mencionou que estes estudos revelam um crescimento populacional em países vizinhos ao Suriname e a tendencia destes imigrantes entrarem no Suriname através dos rios que separam o Suriname destes países de fronteira como por exemplo a Guiana Inglesa e Francesa.

O sociólogo falou ainda sobre a questão dos brasileiros que entram no Suriname apenas para ter acesso aos garimpos da Guiana Francesa onde o acesso diretamente pelo território francês é dificultado pela politica de imigração usada pelos franceses.

A coordenação do seminário informou que em breve haverá um segundo encontro no Suriname, que será divulgado através da LPM NEWS.

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