Em busca de apoio político e pouco preocupada com os resultados que os leigos escalados nos ministérios alcançarão, presidente conseguiu surpreender até aliados. E as trapalhadas já começaram.

É impossível constituir um agrupamento de 39 pessoas sem que haja divergências ou desequilíbrios. Mas a presidente Dilma Rousseff ultrapassou os limites do razoável na formação do seu ministério para o segundo mandato. Ao escancarar as portas do governo para o loteamento de cargos, Dilma formou um time sem nenhuma lógica, composto por alguns nomes pouco respeitados nas áreas que vão gerenciar – alguns com inexperiência confessa – e um exército de apadrinhados políticos.

Para quem não está familiarizado com o fisiologismo partidário brasileiro, a variedade de interesses e de siglas representadas pode até parecer um sinal de pluralidade, mas o resultado é uma equipe disfuncional, sempre sujeita ao arbítrio da chefe para resolver desavenças e tomar decisões concretas. O site de VEJA separou 20 exemplos de ministros que evidenciam a falta de critérios na montagem do primeiro time do governo.

Berzoini é um dos poucos nomes que os radicais do PT conseguiram emplacar no ministério de Dilma. A missão não é secreta: instituir a censura dos meios de comunicação. Nisso, entretanto, o petista tem uma postura diferente da própria presidente Dilma Rousseff. Corre o risco de falar sozinho sozinho ou de arrumar brigas com partidos aliados no Congresso. Como o PMDB, que é contrário à censura.

A nomeação de Nelson Barbosa para o Ministério do Planejamento fez parte da tentativa de retomada da credibilidade à área econômica do governo. Mas no segundo dia de mandato já veio a primeira bronca presidencial: Dilma desautorizou Barbosa, que na véspera havia mencionado uma possível mudança na regra de cálculo do salário mínimo. A presidente o obrigou a se retratar. Restou a dúvida: o ministro terá alguma autonomia no cargo?

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Fonte: Veja

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