Uma prática que consiste em “amassar” seios de meninas com objetos quentes para que eles parem de crescer e, então, evitar que elas sejam estupradas futuramente tem crescido e vitimado milhões de mulheres.

A ativista e sobrevivente do procedimento Leyla Hussein, disse que a ideia principal da prática é evitar o desenvolvimento do corpo feminino para ‘previnir’ possíveis estupros. Segundo o comitê social britânico “UN Woman UK“, atualmente o procedimento atinge cerca de 3,8 milhões de mulheres, em especial na África e no Reino Unido.

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Leyla contou que as palavras “cultura”, “tradição” ou “religião” podem aparecer quando se tenta explicar o que as meninas passam, mas que é apenas outra maneira de controlar a sexualidade de uma mulher. “Que mundo absurdo em que vivemos, quando os corpos das mulheres não são considerados seguros em seu estado natural, e os homens não são considerados responsáveis por controlar seus próprios impulsos”, disse a ativista da causa.

Pedras, pás e pedaços de madeira são exemplos de objetos que são utilizados para realizar o procedimento, que pode durar alguns dias ou algumas semanas. Cerca de 58% dos casos são realizados pela própria mãe da vítima, que pensa que está fazendo algo bom para sua filha.

De acordo com os sites britânicos “Cosmopolitan” e “Mirror”, a prática pode levar ao câncer, abcessos, infecção, cistos, e até mesmo ao desaparecimento completo de um ou ambos os seios.

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Fonte: Uol

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