Carros foram incendiados na academia de polícia de Guerrero. Estudantes, professores e jornalistas também ficaram feridos.

Os pais de dois dos 43 estudantes mexicanos desaparecidos desde setembro foram feridos no domingo (14) em um confronto com policiais durante os preparativos para um evento de solidariedade na capital do estado de Guerrero, denunciou a ONG Tlachinollan.

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Lambertino Cruz Antonio e Mario César González Cabrera, pais de dois dos 43 alunos da escola rural de magistério de Ayotzinapa, foram atingidos durante a confusão. Lambertino foi hospitalizado, segundo a ONG.

Seis estudantes da escola, dois professores e dois jornalistas também sofreram agressões de policiais.

A ONG denunciou uma “operação premeditada e que mostra uma grave contradição entre o discurso e a prática do Estado”.

O confronto aconteceu no domingo em Chilpancingo, capital de Guerrero, quando os estudantes isolavam uma área para a realização do concerto “Uma luz na escuridão”, que pretendia exigir das autoridades que encontrem os estudantes.

Os jovens desapareceram em 26 de setembro, após um ataque de policiais locais e narcotraficantes na cidade de Iguala. De acordo com depoimentos ouvidos pela Procuradoria-Geral, os estudantes teriam sido brutalmente assassinados e seus corpos queimados.

O corpo de um jovem foi identificado há duas semanas.

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Fonte: G1

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