Foto: Divulgação

A Polícia Federal apreendeu cerca de 1 kg de urânio bruto em Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, que teria sido encomendado por uma organização criminosa de São Paulo que atua em Roraima.

De acordo com as investigações, os dois homens teriam recebido R$ 10 mil da facção para trazer o metal do estado de Roraima até São Paulo.

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A prisão ocorreu após uma denúncia de que a dupla comercializava material radioativo ilegal em uma casa no bairro Vila Barros e dois homens foram presos no local em flagrante por porte ilegal de material nuclear e por crime contra a ordem econômica.

Segundo a secretaria de Segurança Pública, os policiais se passaram por compradores e receberam as pedras como amostra de uma quantidade maior, de duas toneladas do material.

O caso está com a PF, já que a exploração de urânio no país é de responsabilidade da União. O metal apreendido na residência em Guarulhos foi recolhido em segurança pelo Ipen (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares).

Integrantes da organização criminosa estariam interessados em revender o material a países que investem em armas nucleares. Segundo a polícia, o quilo do urânio bruto pode custar US$ 90 mil, o equivalente a R$ 423 mil.

A apreensão

A polícia chegou ao endereço após a denúncia de um comerciante do ramo de metais. O homem disse ter sido procurado pelos suspeitos interessados em vender urânio.

Investigadores do 3° DP de Guarulhos se passaram por compradores e combinaram um encontro com os suspeitos. Quando os agentes chegaram à residência, surpreenderam a dupla, que foi presa em flagrante.

A investigação

Conforme a PF, o caso começou a ser descoberto depois que policiais tiveram acesso a documentos que comprovariam a atuação de uma organização criminosa especializada no comércio transnacional de minério, em geral ouro e urânio, no Amapá. Depois descobriu que há comércio também por meio de Roraima.

A investigação descreve que o grupo falsificou documentos para “regularizar” os minerais – pertencentes à União – e assim vendia ouro e urânio, no mercado paralelo, para outros estados e até para pessoas em países europeus.

Os indícios são de que parte do ouro foi extraído na Guiana Francesa e no Suriname e “esquentado” no distrito do Lourenço, em Calçoene. A região nasceu e é conhecida até hoje pela exploração de ouro.

Um braço da organização, pontua a polícia, trabalhava com a comercialização em Boa Vista (RR) de ouro extraído da Venezuela.

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