Tremor de 7,8 graus destruiu grande parte de Katmandu e vilarejos.Mais de 14 mil pessoas ficaram feridas, segundo último balanço oficial.

O forte tremor que sacudiu o Nepal no último sábado (25) deixou mais de 7 mil mortos e pelo menos 14 mil feridos, segundo balanço do Centro Nacional de Operações de Emergência do país, divulgado neste domingo (3). No sábado (2), o governo do Nepal já tinha informado não ter esperanças de encontrar mais sobreviventes do terremoto.

O tremor de 7,8 graus de magnitude destruiu grande parte de Katmandu e muitos vilarejos próximos ao epicentro, registrado a 70 km da capital do Nepal.

“Uma semana passou desde o desastre. Estamos fazendo todo o possível em termos de salvamento e assistência, mas já não acredito na possibilidade de encontrar sobreviventes sob os escombros”, declarou à AFP o porta-voz do ministério do Interior, Laxmi Prasad Dhakal.

Prosseguem as buscas para localizar quase mil europeus, a maioria praticantes de alpinismo que estavam nas regiões do Everest e de Langtang no momento do tremor.

“Estão desaparecidos, mas não sabemos exatamente qual a sua situação”, afirmou Rensje Teerink, embaixadora da UE no Nepal, à imprensa.

Sobreviventes esperam por alimentos
Em várias regiões, os sobreviventes esperam por alimentos e por transporte para um local seguro. “Em muitas áreas, as pessoas não têm acesso à ajuda e é normal que estejam irritadas”, admitiu Rameshwor Dangal, diretor da agência nacional de gestão de catástrofes.

“Calculamos que quase mil pessoas precisam de auxílio nas regiões de Rasuwa e Sindhupalchowk”, disse. Na capital Katmandu, dezenas de milhares de pessoas continuam dormindo nas ruas. De acordo com as Nações Unidas, 600 mil casas foram destruídas ou danificadas.

De acordo com a Reuters, inspeções alfandegárias no aeroporto de Katmandu estão retendo ajuda para sobreviventes do terremoto no Nepal.

O Unicef alertou para a situação de milhares de crianças desabrigadas, com a saúde em risco, traumatizadas pela tragédia e sem acesso à água potável ou alimentos. “Os hospitais estão lotados, a água começa a faltar, muitos corpos continuam sepultados sob os escombros e as pessoas continuam dormindo nas ruas. É uma situação perfeita para a proliferação de doenças”, advertiu Rownad Khan, funcionário do Fundo das Nações Unidas para a Infância.

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Fonte: G1

 

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