Joachim Gauck, o presidente alemão, pediu que as novas gerações mantenham viva a memória dos horrores para evitar que eles se repitam.

O presidente da Alemanha, Joachim Gauck, pediu nesta terça-feira aos seus compatriotas que não esqueçam o holocausto e ressaltou que seu país tem responsabilidade de fornecer “proteção e respeito” aos perseguidos no período. “Não há uma identidade alemã sem Auschwitz”, disse o chefe do Estado perante o Bundestag (a câmara baixa do Parlamento), por ocasião do 70º aniversário da libertação do campo de extermínio de Auschwitz, em 27 de janeiro de 1945, pelo exército soviético.

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O presidente disse que Auschwitz sintetiza “o horror industrializado” praticado pelo Terceiro Reich e que, mesmo com suas dimensões “monstruosas”, não foi o único lugar onde o holocausto foi praticado. Por todo o território do Terceiro Reich existiram lugares parecidos, como Treblinka, Soribor e Dachau, nomes que representaram “horror, sofrimento e morte” para milhões de vítimas, lamentou Gauck.

O presidente defendeu a recuperação da “memória desse horror” realizada pela Alemanha, já no pós-guerra, assim como os diferentes processos realizados no país e em Israel contra os responsáveis ou cúmplices do holocausto. Para Gauck, essas ações contribuem para “impedir o esquecimento” dos crimes contra a humanidade. Ele pediu ainda que as gerações futuras mantenham viva essa memória, sem cair em um mero “ritual comemorativo”, pois tentar dar como superado esse capítulo da história significaria um “novo crime contra suas vítimas”.

O campo de concentração Auschwitz foi libertado em 27 de janeiro de 1945 por uma divisão do exército soviético, os primeiros aliados a entrarem no maior e mais mortífero campo de extermínio nazista, onde 1,1 milhão de pessoas foram mortas, a maioria judeus. Estima-se que até a capitulação do Terceiro Reich os nazistas assassinaram cerca de 5,5 milhões de judeus, aproximadamente a metade dos onze milhões que planejaram eliminaram na Conferência de Wannsee, realizada em janeiro de 1942, na qual se planificou a chamada “solução final”.

Além dos judeus, a cerimônia no Bundestag lembrou outras minorias perseguidas pelo Terceiro Reich, como homossexuais, ciganos, presos políticos e doentes com problemas psíquicos ou físicos.

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Fonte: Veja

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