Romênia aparece ao lado do marido. Foto: reprodução

A brasileira assassinada a facadas na divisa do Suriname com a Guiana Francesa, Romênia Brito, de 28 anos, chegou a confirmar para a irmã, uma semana antes de sua morte, que tinha comprado passagem somente de ida para retornar ao Tocantins. Ainda segundo a familiar, ela também tinha dito estar passando por momentos de dificuldade ao lado do marido, principal suspeito do crime.

“Não tem mais jeito. Nosso casamento acabou. Não quero mais esse casamento. Não estou feliz”, disse Romênia, em mensagem de áudio para a irmã. Depois, ela completou. “Falei para ele: eu não estou feliz e vou te falar: já não estava feliz há muito tempo”, detalhou a vítima para a mãe pouco tempo antes de ser assassinada.

Imagens que circularam nas redes sociais mostram o marido de Romênia sentado e, em seguida, sendo hostilizado por populares e levado preso, no momento que seria posterior ao crime, às margens do Rio Lawa. O acusado é colocado por policiais em uma embarcação pequena e conduzido para o Suriname ao lado do corpo da esposa.

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“Eu marquei a passagem, mulher, só que eu comprei a passagem porque meu passaporte dá pra eu comprar, entendeu? Só que eu não comprei de volta, só comprei de ida”, disse, Romênia, em outro áudio enviado por um aplicativo de mensagem à mãe, antecipando que não retornaria para a Guiana Francesa, onde ela residia desde os 16 anos.

Homem foi preso acusado de matar Romênia. Foto: reprodução

Um dos filhos da vítima, uma criança de dez anos, teria presenciado o pai executando a mãe. Ele e o irmão mais novo estariam na casa de uma vizinha de Romênia. O avô já deixou o Tocantins para trazê-los ao Brasil e tentar trasladar o corpo para ser enterrado em Buriti, segundo informações apuradas pela reportagem do LPM News.

Ainda ao LPM News, o Itamaraty informou que as crianças não podem ser repatriadas até que haja uma decisão sobre a guarda. A polícia do Suriname e da Guiana Francesa ainda não se pronunciaram sobre o caso, tampouco, sobre a motivação do crime. Testemunhas afirmam que o marido de Romênia era muito ciumento e teria “perdido a cabeça”.

Entenda o caso

Dona de um restaurante em uma vila, localizada na divisa entre o Suriname e a Guiana Francesa, a tocantinense Romênia Brito, de 28 anos, morreu na última segunda-feira, dia 23, pela manhã. A brasileira é natural de um pequeno município de dez mil habitantes, distante 180 quilômetros de Marabá, no Pará, e 600 de Palmas, capital do Tocantins. O marido da vítima é apontado como autor das facadas.

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