Romenia Brito tinha 28 anos e era natural do Tocantins — Foto: Arquivo Pessoal

Familiares de Romênia Brito, de 28 anos, assassinada no Suriname na última segunda-feira, dia 23, tentam repatriar os filhos da vítima, que estão em poder de uma vizinha desde o crime. Ao LPM News, o Itamaraty, no Brasil, informou que somente uma decisão da Justiça em Paramaribo autorizaria a viagem dos menores.

O avô das crianças, Francisco Saraiva, viajou até a capital do Suriname para tentar viabilizar a viagem dos netos. Maurício Ejchel, advogado especialista em direito internacional, explicou à reportagem outras possibilidades existentes legalmente para a repatriação das crianças, uma de dez e outra de cinco anos.

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“Pode ser obtida (a autorização) no Brasil através de um juiz, que, nesse caso, faria a transferência de custódia dos pais para os avós e que, por sua vez, levaria o cumprimento dessa decisão ao Suriname. Ou então, pode buscar o Judiciário de lá, onde será analisadas as situações e, assim, concedida a autorização”, detalhou.

Outra dificuldade enfrentada pelos familiares de Romênia é com o traslado do corpo da brasileira para o Tocantins. “Tem sido muito difícil. A família está enlutada e em uma situação desesperadora. Estamos procurando ajuda para conseguir o corpo da minha prima e até agora não conseguimos nada”, disse Neurimar Saraiva.

Entenda o caso

Dona de um restaurante em uma vila, localizada na divisa entre o Suriname e a Guiana Francesa, a tocantinense Romênia Brito, de 28 anos, morreu na última segunda-feira, dia 23, pela manhã. A brasileira é natural de um pequeno município de dez mil habitantes, distante 180 quilômetros de Marabá, no Pará, e 600 de Palmas, capital do Tocantins. O marido da vítima é apontado como autor das facadas.

Distância TO/Rio Lawa

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