Foto: reprodução

Mais de 2,4 mil indígenas de diversas etnias do estado do Amazonas, Roraima, Pará e Suriname participaram da 4ª edição dos Jogos Tradicionais dos Povos Indígenas, realizada na aldeia Kassawá, situada na Terra Indígena (TI) Nhamundá-Mapuera, no interior do estado do Amazonas.

A iniciativa visou integrar diferentes povos e resgatar a celebração das culturas tradicionais, a partir do envolvimento de jovens, mulheres e crianças. As modalidades disputadas nos jogos foram atletismo, futebol masculino e feminino, canoagem, arco e flecha, entre outros.

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Ao todo, a sede dos jogos recebeu 15 povos indígenas brasileiros, sendo eles os Hexkaryana, Karahaw Yana, Kamara Yana, Yukwará Yana, XowYana, Farukwoto Yana, Kaxuyana, Mawayana, Okoymo Yana, Tuna Yana, Karyana, Wai Wai, Katwena, Xerew e os Txikyana. Também recebeu a etnia Txiriyó, do Suriname.

Nos jogos masculinos, representando o estado do Amazonas, a seleção Riozinho saiu campeã da disputa. A equipe amazonense Kassawá ficou em segundo lugar e na terceira colocação, o grupo paraense Kwanamari. Já na modalidade feminina, a Kassawá conquistou o título e a paraense Wararaka ficou em segundo lugar. As outras seleções participantes foram Jatapuzinho de Roraima e as Bateria, Tamyuru, Inajá, Ayarama e Wai Wai, do estado do Pará.

“Para chegarmos à Aldeia Kassawa tivemos que subir várias cachoeiras, o que se tornou um grande desafio para nós. O evento foi de grande relevância para nossa etnia, pois celebramos a união e o respeito entre os povos. É dessa forma que conseguimos forças para lutarmos todos os dias”, conta Noé Mahkukurye, presidente da Associação de Produtores Indígenas do Povo Hexkaryana (ASPREHE).

O evento recebeu apoio da Fundação Amazônia Sustentável (FAS) para a logística de 15 povos indígenas. As três edições anteriores foram realizadas na aldeia Matrinxã, na aldeia Kassawá e na aldeia Mapuera, localizada na TI Trombetas, no estado do Pará. A 5ª edição da competição será realizada novamente na aldeia Mapuera, em 2024.

“Minha expectativa para as próximas edições é que os povos indígenas se mantenham unidos e realizem novamente um evento tão especial e grandioso como esse”, acrescenta Noé.

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