Varios botes de rescate buscan a pasajeros de una embarcación turística que se hundió en el río Volga, en la región de Tatarstán, en el centro de Rusia, el domingo 10 de julio de 2011. El naufragio dejó al menos un muerto, dos lesionados y 15 desaparecidos, según autoridades. (AP foto/Servicio de prensa del Ministerio para Situaciones de Emergencia)

O Repórter Record Investigação desta quinta-feira, dia 24, apresenta uma reportagem exclusiva sobre a atuação Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia em território nacional. O programa traz a denúncia de que as FARC cobraram imposto de garimpeiros, dentro do Brasil, para liberar a exploração de ouro na floresta amazônica. Caso contrário, ninguém poderia explorar o minério do lado brasileiro da Amazônia, perto da fronteira colombiana.

Para mostrar como os guerrilheiros atuaram, a equipe viajou até a cidade de Japurá, no Amazonas. Um lugar remoto, com 1.700 habitantes, cercado por garimpos ilegais. Apenas 300 km floresta adentro separam o Brasil da Colômbia. Os repórteres conversaram com várias pessoas do município que foram extorquidas pela guerrilha. “Eu cheguei a pagar 25 gramas em ouro aos guerrilheiros. Eles estavam todos armados de metralhadora e fuzil”, revela um garimpeiro.

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A esposa de Elson Soares Pereira, também garimpeiro, conta que soldados das FARC ocuparam a draga de exploração de minério e mantiveram seu marido como refém. Dona Nazaré, inclusive, teve que cozinhar para os guerrilheiros. “Eram 10 pessoas armadas, nove homens e uma menina, que tinha 15 anos”. Depois de comer, os integrantes da guerrilha pediram carona a Elson para comprar mantimentos. Dois homens saíram com o garimpeiro e um funcionário dele. O resto do grupo ficou na draga com ela e um ajudante.

Elson e o funcionário nunca mais voltaram para casa. “Eu só queria entender o que aconteceu, só isso. Tudo aconteceu e eu não sei de nada”, lamenta dona Nazaré.

O Repórter Record Investigação revela também que o barco de Elson foi usado pela guerrilha para carregar drogas das FARC. E traz detalhes da chegada do exército na cidade de Japurá e o confronto com os guerrilheiros no rio Puruê. E ainda: um naufrágio cercado de mistério, na fronteira do Brasil com a Guiana Francesa, ainda causa muita dor aos familiares das vítimas. Três pessoas morreram e outras 11 continuam desaparecidas. As vítimas estavam em busca do Eldorado.

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