O tratado prevê a demarcação da fronteira entre o Suriname e a Guiana Francesa desde a foz do Marowijne até a confluência da Lawa, Litani e Maroni.

O governo da França afirmou estar preocupado com o fluxo de imigrantes haitianos que estão entrando no território ultramarino atravessando o Rio Maroni pelo Suriname. Segundo o embaixador Antoine Joly, os casos têm sido recorrentes nas duas últimas semanas.

Ainda segundo Joly, boa parte dos imigrantes ainda apresenta testes falsos negativos do PCR. “Estamos muito preocupados e prontos para trabalhar com Suriname, Haiti e outras partes interessadas nessa questão”, acrescentou o embaixador francês ao comentar o caso.

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Um dos questionamentos feitos pela França está na razão do Suriname permitir que haitianos ainda estejam chegando ao país. Na quinta-feira da semana passada, dia 15, por exemplo, pelo menos 65 haitianos conseguiram entrar na Guiana Francesa pelo Suriname. Os voos estão suspensos até segunda ordem.

Krishna Mathoera, ministra da Defesa, afirmou ter ciência da problemática. “Existem novas propostas de política na mesa que incluem a entrada de passageiros. Na próxima semana, as propostas serão apresentadas ao presidente e ao Conselho de Ministros para decidir sobre isso”, disse.

Trânsito de haitianos

A atuação organizada dos haitianos também é outro fator que tem sido avaliado pelo governo francês. Normalmente, os imigrantes viajam juntos e ficam hospedados num mesmo local. Joly afirma que pode existir um esquema de tráfico de pessoas.

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