Em 2007, a promotoria britânica decidiu que não tinha evidências suficientes para processar os policiais que mataram o eletricista brasileiro em uma estação de metrô londrina.

A família do brasileiro Jean Charles de Menezes, morto há 10 anos pela polícia de Londres ao ser confundido com um homem-bomba, vai apresentar uma ação criminal em um tribunal europeu nesta quarta-feira contra os oficiais envolvidos na operação, noticia o jornal The Guardian. Jean Charles recebeu sete tiros na cabeça quando embarcava no metrô na estação de Stockwell, no sul de Londres, no dia 22 de julho de 2005, poucos dias após atentados que mataram 56 pessoas na capital britânica.

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A família de Jean Charles quer que o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, em Estrasburgo, julgue o caso. Os advogados da família argumentam que a avaliação utilizada pelo Ministério Público britânico para decidir que nenhum policial deve ser responsabilizado pela morte de Jean Charles é incompatível com o artigo 2º da Convenção Europeia dos Direitos Humanos, que defende o direito à vida.

A polícia confundiu o eletricista brasileiro com Hussein Osman, um dos quatro extremistas islâmicos que planejavam um novo ataque contra a rede de transporte da capital britânica. O serviço de segurança britânico estava sob o mais alto nível de alerta e mantinha um grande efetivo de tropas nas ruas. “Durante 10 anos a família vem lutando por justiça para Jean, porque acreditamos que os oficiais da polícia têm de ser julgados pela morte dele”, disse Patrícia Armani da Silva, prima de Jean Charles, em comunicado.

Apesar dos repetidos apelos por parte da família para que os oficiais envolvidos sejam condenados, em 2007, promotores afirmaram não haver evidências suficientes para processar os envolvidos e caso foi encerrado na Grã-Bretanha. Posteriormente, a Justiça multou a polícia londrina e os obrigou a pagar 175.000 libras (833.00 reais, no câmbio atual) para a família de Jean Charles.

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Fonte: Veja

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