Romênia Brito, 28 anos, ainda era uma adolescente quando tomou a decisão de deixar a família no Tocantins e se mudar com o então marido para o Suriname. A relação do principal suspeito de matar a brasileira com os pais dela era considerada boa, segundo afirmou um parente.
“Ele já veio aqui (em Buriti do Tocantins). Quando ele veio aqui, ele conheceu toda a família. O pai e a mãe achavam ele normal. A mãe confiava nele, mas ele nunca me enganou. Sempre achei que tinha algo errado”, disse um familiar de Romênia, em contato com a reportagem do LPM News.
Ainda segundo o familiar, no dia do crime, Romênia estaria com uma bolsa com dinheiro e jóias. Ele afirma que todos os pertences da brasileira sumiram após passar de mão em mão. Uma vizinha da vítima afirmou que os policiais informaram que parte do que foi encontrado teria sido gasto para “cobrir os custos de transporte”.
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“Ela tinha muitas jóias. Os policiais disseram que não tinha nada. Eles disseram que tinha apenas dinheiro e pegaram esse valor para cobrir os custos. A polícia chegou e pegou a bolsa. As jóias sumiram. Pelo que estou sabendo, tinha 6.400 euros”, detalhou o mesmo familiar à reportagem.

Irmão tinha problemas com suspeito
Um dos irmãos de Romênia Brito chegou a morar com a vítima na vila, onde o casal tinha um restaurante, em Lawa. Segundo apurou a redação do LPM News, ele, no entanto, passou apenas três meses na região, pois teria tido um desentendimento com o marido da brasileira.
Para chegar até a vila onde a tocantinense morava, saindo da capital do Suriname de avião, são 45 minutos de viagem e mais alguns minutos de barco. De voadeira, o trajeto é mais longo. “Se sair de manhã, só chega lá de tarde. É distante de Paramaribo”, completou a fonte do LPM News.
Entenda o caso
Dona de um restaurante em uma vila, localizada na divisa entre o Suriname e a Guiana Francesa, a tocantinense Romênia Brito, de 28 anos, morreu na última segunda-feira, dia 23. A brasileira é natural de Buriti, pequeno município de dez mil habitantes, distante 180 quilômetros de Marabá, no Pará, e 600 de Palmas, capital do Tocantins.
O marido da vítima é apontado como autor das facadas. Logo após o crime, ele foi levado pela polícia para Paramaribo. Em depoimento, na última quinta-feira, dia 26, o acusado afirmou que Romênia Brito teria cometido suicídio. A polícia ainda investiga o caso e o mantém preso.
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Doações
Doações podem ser feitas na conta corrente da Caixa Econômica Federal 3258-0, agência 2812, op. 001, em nome de Quênia Brito Pinheiro. (CPF: 022.611.401-50).