Pai de Romênia Brito encontra os netos nesta terça. Foto: LPM News

Mais um dilema envolvendo a família de Romênia Brito no Suriname aconteceu nesta quinta-feira, dia 3. O pai da brasileira morta a facadas, Francisco Saraiva, que está no país para resgatar os netos e conseguir trasladar o corpo da filha para o Tocantins, perdeu ou teve sua carteira furtada logo após sair de padaria, na região norte da capital. Cerca de US$ 1500 e SRD 300 estavam na bolsa.

“Perdi a carteira hoje (quinta-feira). Não sei se foi descuido ou se fui furtado. Fui até uma padaria comer alguma coisa e, depois disso, senti falta. Dentro tinham 1450 (cerca de R$ 8 mil) dólares em espécie e mais SRD 300, além de identidade, CPF, carteira de reservista e outras coisas. Por sorte, meu passaporte estava em outro local”, disse Francisco à reportagem do LPM News na tarde desta quinta.

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No Brasil, o irmão de Romênia lamentou a situação. “Meu pai tá desesperado lá (em Paramaribo). Por sorte, acho que só com o passaporte, que estava na mala, ele consegue retornar ao Brasil. Ele estava fazendo uma refeição no estabelecimento de uma brasileira. Nas câmeras de segurança dá para o ver pagando, ou seja, foi depois dali que ele acabou perdendo ou sendo furtado”, disse Rauli Brito.

Romênia Brito foi morta no Suriname dia 23 de novembro. Foto: reprodução

Repatriação das crianças

Segundo Rauli, o pai de Romênia já conseguiu no Suriname uma autorização para deixar o país com os netos. Ele foi até Lawa pegar as crianças, que estavam com uma vizinha, e as trouxe para a capital. A família, agora, tenta conseguir recursos para trasladar o corpo e enterrar a brasileira em Buriti do Tocantins, que fica distante 600 quilômetros de Palmas. O custo é de R$ 64 mil.

Entenda o caso

Dona de um restaurante em uma vila, localizada na divisa entre o Suriname e a Guiana Francesa, a tocantinense Romênia Brito, de 28 anos, morreu na última segunda-feira, dia 23. A brasileira é natural de Buriti, pequeno município de dez mil habitantes, distante 180 quilômetros de Marabá, no Pará.

O marido da vítima é apontado como autor das facadas. Logo após o crime, ele foi levado pela polícia para Paramaribo. Em depoimento, no último dia 26 de novembro, o acusado afirmou que Romênia Brito teria cometido suicídio. A polícia ainda investiga o caso e o mantém preso.

 

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