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Em visita ao Suriname, líder das Nações Unidas diz que país gera esperança e inspiração na luta para salvar a floresta

Guterres está no país para a 43ª Reunião da Comunidade do Caribe, Caricom, que ocorre no domingo; neste sábado, ele conheceu a aldeia indígena de Pierre Kondre - Redi Doti, perto da capital Paramaribo; chefe da ONU lembra que o Suriname é um das nações mais verdes do mundo e uma das poucas consideradas negativas em carbono.

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O líder das Nações Unidas, António Guterres, está no Suriname, para a reunião da Comunidade do Caribe, Caricom.

Neste sábado, ele visitou indígenas na localidade de Pierre Kondre – Redi Doti, perto da capital Paramaribo, e afirmou que o mundo precisa fazer mais para responder a emergência climática.

Ciência é transparente

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Mais tarde, Guterres falou a jornalistas ao lado do presidente do Suriname, Chan Santokhi. O chefe da ONU lembrou que o Suriname é um dos países mais verdes do mundo e um dos poucos considerados zero em carbono. A nação sul-americana é ainda um dos líderes na proteção da biodiversidade.

Ele ressaltou que ao redor do globo, o que se vê é uma falha na liderança climática e o aumento de desastres naturais. Para Guterres, a ciência é clara. É preciso limitar o aumento da temperatura até 1.5C e reduzir as emissões globais em 45% até 2030.

O secretário-geral apontou para a responsabilidade maior por parte de quem polui mais e citou os países do G20, as 20 maiores economias do mundo, que inclui o Brasil. Guterres destacou que o G20 concentra 80% de todas as emissões do mundo.

O secretário-geral lembrou que 93% do Suriname é coberto por florestas. E para ele, as matas são um presente precioso para a humanidade e que ao conservá-las, Suriname envia uma mensagem ao mundo de que é possível.

Desmatamento e incêndios nas florestas

Guterres acredita que a equação é simples: as pessoas protegem as florestas e elas protegem as pessoas.  Destruir as matas é realizar uma autodestruição. Segundo ele, o ritmo de desmatamento, secas, incêndios florestais e desastres é vergonhoso e um suicídio global em câmera lenta.

E por fim, as pessoas que menos contribuem para a destruição do meio ambiente são as que mais sofrem. O secretário-geral recomendou soluções inovadoras de conservação das matas para manter ecossistemas vitais como manguezais, florestas e outros.

Revolução de energia renovável

Com base no Acordo de Paris, países em desenvolvimento receberiam uma doação de US$ 100 bilhões por ano para investir em ação climática, mas a promessa ainda não foi cumprida.

Guterres afirma que o mundo precisa de vontade política e solidariedade para fazer a diferença e implementar a mudança que inclui a revolução da energia renovável.

Para ele, o Suriname e o Caribe lideram nesse momento e o mundo deve seguir o exemplo para as pessoas e o planeta. Antes do encontro com jornalistas, Guterres visitou uma área de mangue e de conservação de manguezais.

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