Ex-ministra diz que estava acompanhada de sua mãe quando ouviu “sua hora vai chegar”

A deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) relatou em rede social ter sido ameaçada de morte no Bourbon Shopping em Porto Alegre no fim da tarde da última sexta-feira (19). O homem que a ameaçou disse que “sua hora iria chegar”.

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Maria do Rosário declarou que estava acompanhada de sua mãe de 80 anos, repudiou a ameaça e disse que se sentiu desrespeitada.

“O ódio saiu das redes sociais para se manifestar hoje, às 19h, na insanidade de um sujeito que sentiu-se à vontade para me ameaçar de morte em pleno shopping Bourbon Country, em Poa (Porto Alegre). A sua hora de morrer vai chegar, tenho que ouvir. Pior. Não respeitou os cabelos brancos de minha mãe de 80 anos, que ouviu isso. Não respeitou a criança que carregava pela sua própria mão, talvez um filho. Não respeita a dignidade e a distância física que se deve manter de cada um, concorde-se ou não com sua opinião política.”

A ex-ministra dos Direitos Humanos também disse que irá “denunciar, registrar ocorrência e processar” e que ameaça “começa a comprometer a esperança de que possamos retomar o rumo do fortalecimento da democracia.”

“Me resta denunciar, registrar ocorrência, processar. Não é um tiro. Não me matou, nem vou deixar de dizer o que acredito e fazer o que devo em coerência às ideias que me movem. O sujeito movido pelo ódio é um patético, arrogante. Mas não posso negar, esse ódio começa a comprometer a esperança de que possamos retomar o rumo do fortalecimento da democracia.”

Maria do Rosário x Bolsonaro

No final do ano passado, Maria do Rosário foi vítima de outra polêmica, dessa vez com o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ). Na ocasião, o deputado deu uma declaração dizendo que “não ia estuprar você [Maria do Rosário] porque você não merece.”

— Não saia não, Maria do Rosário. Fica aí! Fica aí, Maria do Rosário, fica. Há poucos dias, tu me chamou de estuprador no Salão Verde e eu falei que não ia estuprar você porque você não merece. Fica aqui para ouvir.

A declaração de Bolsonaro foi dada depois que a ex-ministra, que é do PT do Rio Grande do Sul, deixava a sessão da Câmara.

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Fonte: R7

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