Romênia Brito morava fora do Brasil desde os 16 anos. Foto: reprodução

O corpo da tocantinense Romenia Brito, de 28 anos, foi velado e enterrado em Buriti do Tocantins, norte do estado, no último sábado (12). Ela foi morta a facadas, no dia 23 de novembro, em uma vila que fica às margens do rio Lawa, na fronteira da Guiana Francesa com Suriname. A família precisou fazer uma vaquinha na internet para realizar o translado do corpo ao Brasil.

O principal suspeito do feminicídio é Aimar Lopes de Souza, marido da vítima, que está preso. O velório foi realizado na casa dos pais da vítima, desde a madrugada. O sepultamento ocorreu por volta do meio-dia cemitério Campo da Saudade. O corpo chegou ao Brasil 18 dias após a morte. Isso porque o pai de Romenia precisou ir até a vila onde o crime aconteceu para autorizar a liberação do corpo, que estava no Instituto Médico Legal (IML).

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A família precisou pegar dinheiro emprestado para conseguir a passagem de ida, que custou mais de R$ 9 mil de Belém (PA) até Paramaribo, capital do Suriname. Sem condições, eles lançaram uma campanha nas redes sociais para arrecadar dinheiro e fazer o translado do corpo.

O corpo da tocantinense chegou a Belém (PA) por volta de 15h30 desta sexta-feira (11) e depois seguiu para o Tocantins em um carro funerário. Uma pessoa da família foi à cidade buscar o pai e os dois filhos da vítima, de 10 e cinco anos, que também fazem o trajeto. O avô conseguiu uma autorização para trazê-los e o processo que vai definir com quem ficará a guarda das crianças vai ser definido pela Justiça brasileira.

Entenda o caso

Dona de um restaurante em uma vila, localizada na divisa entre o Suriname e a Guiana Francesa, a tocantinense Romênia Brito, de 28 anos, morreu na última segunda-feira, dia 23. A brasileira é natural de Buriti, pequeno município de dez mil habitantes, distante 180 quilômetros de Marabá, no Pará.

O marido da vítima é apontado como autor das facadas. Logo após o crime, ele foi levado pela polícia para Paramaribo. Em depoimento, no último dia 26 de novembro, o acusado afirmou que Romênia Brito teria cometido suicídio. A polícia ainda investiga o caso e o mantém preso.

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