Um cientista de Montreal, no Canadá, diz ter encontrado uma maneira de acabar com o sofrimento e a dor causada por uma separação traumática. De acordo com o pesquisador, a droga  “edita” as lembranças ruins usando um betabloqueador e sessões de terapia.

Para chegar a esse resultado, Alain Brunet passou mais de 15 anos estudando o transtorno do estresse pós-traumático (TEPT), trabalhando com veteranos de guerra e pessoas que foram vítimas de crimes e ataques terroristas.

A pesquisa se concentrou no desenvolvimento do que ele chama de “terapia de reconsolidação”, uma abordagem inovadora que pode ajudar a acabar com a dor emocional da lembrança.

No centro do trabalho está o propranolol, um betabloqueador usado para tratar doenças comuns como hipertensão e enxaqueca, mas a pesquisa sugere uma aplicação mais abrangente.

Segundo ele, o método prevê tomar propranolol cerca de uma hora antes da sessão de terapia, na qual o paciente é orientado a escrever um relato detalhado sobre seu trauma e, na sequência, a lê-lo em voz alta.

Esse processo de reconsolidação cria uma janela de oportunidade para atingir a parte mais emotiva dessa memória. A pesquisa dele sugere que cerca de 70% dos pacientes encontraram alívio após algumas sessões de terapia de reconsolidação.

Brunet colaborou com outros pesquisadores de transtorno do estresse pós-traumático, incluindo o especialista Roger Pitman, da Universidade de Harvard, nos EUA, no estudo do método. Até agora, mais de 400 pessoas foram submetidas à terapia como parte do programa no país europeu.

Após os bons resultados na área de estresse pós-traumático, o médico diz que quer ampliar a aplicação do tratamento. Atualmente, o laboratório em que trabalha, em Montreal, está recrutando cerca de 60 pessoas que foram traídas ou sofreram alguma outra forma de decepção amorosa para um novo estudo de terapia de reconsolidação.

Brunet também espera que a terapia de reconsolidação possa ser expandido ainda mais, sendo usado para tratar fobias, dependência e luto.

Fonte: Dol

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