A pandemia da Covid-19 foi muito mais dura em seu segundo ano nas Américas, onde houve três vezes mais infecções e mortes do que em 2020, de acordo com dados da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).

Na entrevista coletiva semanal da organização, a diretora da Opas, Carissa Etienne, declarou que o impacto da pandemia foi “sem dúvida pior” em 2021 para os países americanos, responsáveis por um em cada quatro óbitos em todo o mundo causados pelo coronavírus.

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“Mais de um terço de todos os casos de Covid-19 e uma em cada quatro mortes relatadas no mundo ocorreram aqui, na região das Américas”, destacou. Além disso, em comparação com 2020, as Américas sofreram três vezes mais infecções e mortes pela doença neste segundo ano de crise sanitária, pressionando ainda mais hospitais e sistemas de saúde em geral.

Segundo Etienne, a região relatou 926.056 novas infecções pelo vírus SARS-CoV-2 na semana passada, um aumento de 18,4% em relação aos sete dias anteriores. Nesse contexto, ela alertou para um ressurgimento de casos nos Estados Unidos e Canadá, em contraste com a redução do contágio no México.

A diretora da Opas também destacou a diminuição, pela primeira vez desde setembro, das infecções na Bolívia, enquanto no Equador, no Paraguai e no Uruguai houve um aumento. Sobre imunização, Etienne afirmou que 56% das pessoas na América Latina e no Caribe receberam a dosagem total recomendada pelos laboratórios, com países como Chile, Cuba e Canadá tendo “uma das mais altas coberturas de vacinas do mundo”.

Entretanto, ela pediu para não esquecer os países que não atingiram tal cobertura vacinal e mencionou, em particular, que Haiti, Jamaica, São Vicente e Granadinas, Guatemala, Guiana Francesa, Santa Lúcia e Monserrat estão relatando taxas abaixo de 40%.

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