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Ataques terroristas crescem desde início da Guerra ao Terror

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Há cinco vezes mais mortes por atentados hoje do que em 2000. Em 14 anos, foram registrados 48 mil ataques terroristas em 123 países, com 107 mil vítimas fatais.

A guerra ao Terror”, capitaneada pelos Estados Unidos após os ataques de 11 de setembro de 2001, não teve o efeito esperado. Desde a invasão americana ao Iraque, em 2003, houve aumento do número de países que registram atentados e elevação do número de vítimas em decorrência deles, conforme revela o Índice Global de Terrorismo (GTI, na sigla em inglês), realizado pelo Instituto para Economia e Paz (IEP), entidade independente com sedes na Austrália, EUA e México.

Há cinco vezes mais mortes por atentados hoje do que em 2000. Em 14 anos, do início do ano 2000 ao fim de 2013, foram registrados 48 mil ataques terroristas em 123 países, com 107 mil vítimas fatais. Só em 2013, último ano abordado na pesquisa, os atentados mataram 17.958 pessoas – 61% a mais do que no ano anterior.

Na análise de Marcial Garcia Suarez, doutor em Ciência Política e coordenador do Grupo de Estudos em Segurança Internacional da Universidade Federal Fluminense, a estratégia americana foi ineficiente ao buscar a eliminação do terrorismo. Ele vê o problema como um fenômeno político permanente e que, por isso, não pode ser eliminado. De todas as organizações terroristas que encerraram suas atividades desde a década de 1960, apenas 7% se desmobilizaram devido à intervenção militar. Enquanto isso, o policiamento e a politização se encarregaram do fim de 83% delas.

É possível, indica Suarez, ampliar e desenvolver instrumentos de vigilância, de inteligência e politicas públicas com o propósito de evitar a vulnerabilidade social e econômica entre os grupos à margem da ordem social. “Os atentados ao Charlie Hebdo (em Paris, em janeiro) nos oferecem um exemplo muito claro, pois os terroristas eram franceses de segunda e terceira geração de imigrantes de antigas colônias francesas, o que, de certa forma, os tornava cidadãos de ‘segunda classe’. Nesses casos, a falta de oportunidades torna o recrutamento de indivíduos comuns mais possível”, destaca.

“O terrorismo não surge por conta própria”, explica Steve Killelea, fundador do IEP. “Ao identificar os fatores associados a ele, políticas podem ser implementadas para melhorar o ambiente subjacente que alimenta o terrorismo. As ações mais significativas que podem ser tomadas são a redução da violência patrocinada pelo estado, diminuir hostilidades entre grupos e melhorar o policiamento eficaz e apoiado pela comunidade”.

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Fonte: Terra

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