— Foto: Luiz Paulo

Além da exploração de petróleo, a cooperação entre Brasil e Suriname será promissora nas áreas de comércio, investimentos em energia, segurança, bem como assuntos migratórios e consulares.

O Suriname, que descobriu gigantescas reservas de petróleo em águas profundas do Oceano Atlântico, está considerando dar preferência à gigante estatal brasileira Petrobras, com vasta experiência nessa área. Foi o que disse o presidente brasileiro Jair Bolsonaro na quinta-feira passada durante sua visita ao país.

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“Aprecio o que falamos recentemente sobre a possível prioridade que pode ser dada ao Brasil, através da Petrobras, de vir aqui para colaborar na exploração de petróleo e gás”, disse o chefe de Estado brasileiro em um comunicado à imprensa com o presidente do Suriname, Chan Santokhi, após a reunião que tiveram no dia 20 de janeiro, em Paramaribo.

A Petrobras, que extrai mais de 95% do petróleo que produz em bacias marítimas, é uma das empresas líderes mundiais em exploração e exploração de petróleo e gás em águas profundas e ultra-profundas.

Além disso, tem várias décadas de experiência na exploração de hidrocarbonetos de depósitos subaquáticos e já explora reservas gigantescas em bacias marítimas ao largo de sua costa norte do Brasil, perto das bacias onde Suriname e Guiana descobriram seus depósitos.

Em uma transmissão direta de mídia social para seus seguidores, na noite de quinta-feira, Bolsonaro reiterou que o presidente do Suriname prometeu estudar a possibilidade de dar ao Brasil “prioridade e preferência” na exploração dessas reservas através da Petrobras.

Na mesma transmissão, o ministro brasileiro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, que acompanha o governante em sua visita, garantiu que na bacia do mar Suriname e da Guiana “reservas comprovadas correspondem a 40% do que o Brasil descobriu na pré-venda”.

A pré-venda é um horizonte de exploração que a Petrobras descobriu em águas muito profundas do Atlântico, abaixo de uma camada de sal de dois quilômetros de espessura, cujas reservas podem fazer do Brasil um dos cinco maiores exportadores de petróleo do mundo.

Vacinas doadas

No comunicado que ofereceram à imprensa em conjunto, o presidente do Suriname agradeceu as vacinas contra a Covid doadas pelo Brasil ao seu país, e destacou a importante cooperação entre os dois países, refletida em um registro de 25 projetos diferentes.

Ele acrescentou que espera que essa cooperação seja estendida a novas áreas, “Estou convencido de que nossa cooperação no futuro em várias áreas, entre elas comércio, investimentos em energia, incluindo petróleo e gás, segurança, defesa, bem como assuntos migratórios e consulares, com certeza renderão resultados concretos em benefício mútuo”, disse Santokhi.

 

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