Sindicatos abrem processo e exigem que governo explique uso da violência contra manifestantes em Paramaribo

Sindicatos abrem processo e exigem que governo explique uso da violência contra manifestantes em Paramaribo

A polícia não só deve fazer uma declaração sobre a violência policial desnecessária na manifestação de protesto em 18 de abril, mas também deve dar uma explicação clara sobre um membro da polícia de choque com uma máscara do esquadrão da morte.

“O caso deve ser examinado a fundo”, disse o advogado Hugo Essed nesta segunda-feira, 24 de abril.

De acordo com o advogado contratado pelos sindicalistas, este comportamento da polícia é uma forma clara de intimidação contra os cidadãos que estavam exercendo seus direitos dentro da lei e da ordem.

No processo aberto também será questionada a ação violenta e desproporcional que as unidades policiais usaram contra os manifestantes durante os protestos no dia 18 de abril em Paramaribo. Essed afirmou que teme que a situação fique pior depois das ações duras da polícia que podem levar ao massacre de civis inocentes como aconteceu no Haiti, onde os manifestantes foram confrontados com formas similares de intimidação pelas forças armadas, até que houve um levante civil.

A marcha contra a política econômica do governo na última terça-feira, 18 de abril, foi marcada pelo confronto entre a polícia e os manifestantes onde cenas de violência da polícia foram registradas contra os líderes sindicais e civis que marchavam pelas ruas de Paramaribo. Wilgo Valies, presidente da Associação de Professores e da Aliança de Professores do Suriname, foi levado pela polícia juntamente com Curtis Hofwijks, líder do grupo “Estamos Cansados” que segundo o sindicalista Robby Berenstein, foi preso como se fosse um criminoso.

Os líderes sindicais prometeram voltar as ruas de Paramaribo para continuar os protestos e desta vez com um maior número de pessoas.

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