Queda nas vendas do Galaxy S9 é um problema para todos os aparelhos Android premium

Queda nas vendas do Galaxy S9 é um problema para todos os aparelhos Android premium

Vendas do flagship tiveram declínio de 0,7% em relação a trimestre passado; Aos poucos, começa a ficar claro que consumidores não se impressionam mais com telefones Android premium na faixa de US$ 800

Quando a Samsung anunciar oficialmente seus resultados para o segundo trimestre no final deste mês, os números parecerão muito bons para os leigos: US$ 13 bilhões de lucro com receita de US$ 51,8 bilhões. No entanto, os analistas dirão que esses números representam um declínio de 0,7% nas vendas em relação ao trimestre do ano anterior. Isso pode não parecer um péssimo declínio, mas ao olhar mais de perto, isso causa problemas para um dos produtos mais importantes da Samsung: o Galaxy S9.

Segundo relatórios, a Samsung vendeu o menor número de telefones da série S desde o Galaxy S3 de 2012, com um total de 31 milhões de unidades em 2018. Para colocar isso em perspectiva, o Galaxy S7 foi o ponto alto para a linha, com cerca de 50 milhões de vendas. Isso significa que muitas pessoas estão mantendo seus S7s ou mudando para um smartphone diferente. E isso é um problema, não apenas para a Samsung, mas para todos os principais fabricantes de smartphones Android.

Não somente porque a Apple vendeu mais iPhones no último trimestre do que as projeções de vendas S9 da Samsung para o ano inteiro, mas porque está ficando mais claro que os consumidores não se impressionam mais com os telefones Android premium. E, a menos que 2019 traga alguma inovação, o burburinho em torno dos telefones Android premium pode desaparecer para sempre.

Nada para ver

Muitos críticos apontam para a falta geral de inovação do Galaxy S9 como uma razão para a queda de vendas. O smartphone é visualmente idêntico ao S8 do ano passado, e suas principais melhorias – uma câmera de abertura variável, Super Slow Motion e AR Emoji – dificilmente são recursos imperdíveis.

Mas o S9 ainda é o melhor celular Android do ano até o momento. E este é um problema, já que fabricantes de telefones Android estão tão preocupados em acompanhar a Apple, adicionando um entalhe de câmera e reconhecimento facial, que nenhum deles está inovando.

Os processadores, câmeras, displays e gráficos dos telefones melhoraram drasticamente desde então, porém as melhorias de um ano para outro são em grande parte incrementais. E, mesmo para os clientes que vivem na vanguarda, não há muitas razões que convençam a gastar dinheiro em um novo telefone Android a cada ano.

Isso pode mudar com o S10, que supostamente tem uma verdadeira tela de ponta a ponta, uma câmera de detecção 3D e digitalização de impressões digitais em display – mas isso poderá fazer com que o smartphone possa custar até US$ 1.000.

Mas não há indícios de que o mercado está pronto para um Android premium com esse preço. Essa não é uma questão somente de ser o melhor. Se as pessoas gastam US$ 800 em um telefone que não é um iPhone, elas querem saber que estão obtendo recursos exclusivos. E a maioria dos telefones Android não oferece isso.

Valor versus preço

Antes, os smartphones Android Premium estavam muito à frente. Mas o ritmo e a concorrência diminuíram essa lacuna significativamente, e é possível encontrar um telefone de US$ 450 com uma tela HD grande, processador respeitável e câmera decente. Mesmo recursos como o carregamento sem fio estão começando a chegar aos telefones mais baratos.

Até mesmo o design é menos importante hoje em dia. Telefones como o Nokia 6.1 e o OnePlus 6 estão usando materiais premium em telefones de médio porte, e o Infinity Display todo em vidro da S9 não é tão luxuoso ou cobiçado quanto antes.

Não é que o smartphone premium não importe mais, mas a linha entre os telefones Android premium e o mid-range está ficando cada vez mais próxima. O novo OnePlus 6, por exemplo, custa US$ 529 e tem o mesmo processador Snapdragon 845, tela de 6,2 polegadas e 6 GB de RAM que o S9+, que custa US$ 400 a mais. A câmera pode não ser tão boa, mas não é tão ruim que justifique pagar os US$ 400 a mais.

Fonte: Terra

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