Promotor saudita pede pena de morte a cinco assassinos de Jamal Khashoggi

Promotor saudita pede pena de morte a cinco assassinos de Jamal Khashoggi

Segundo a imprensa internacional, o Ministério Público Saudita informou que o grupo está diretamente envolvido em ‘ordenar e executar o crime’ contra o jornalista.

A promotoria saudita pediu a pena de morte para cinco assassinos do jornalista Jamal Khashoggi. Segundo informou a imprensa internacional nesta quinta-feira (15), o Ministério Público Saudita disse que o grupo está diretamente envolvido em “ordenar e executar o crime” contra o jornalista. No total, 15 pessoas são acusadas pela morte de Khashoggi.

Segundo o promotor público saudita, eles estavam divididos em três grupos: o de negociação, de inteligência e o de logística. O responsável por ordenar a morte foi o de negociação, disse o promotor, segundo informações da CNN.

O jornalista saudita Jamal Khashoggi – um forte crítico do governo de Riad que morava nos EUA e colaborava com o jornal “Washington Post” – foi morto dentro do consulado de seu país em Istambul, quando foi ao local para buscar um documento. Inicialmente, Riad anunciou que Khashoggi havia deixado o local pouco depois de entrar.

Depois, o governo saudita afirmou que ele morreu durante uma briga e, mais tarde, finalmente reconheceu que o ato foi uma “operação não autorizada” pelo regime saudita, negando qualquer envolvimento do príncipe herdeiro Mohammed bin Salman.

Gravação poderia indicar ligação de príncipe saudita à morte

Uma gravação ligada ao assassinato do jornalista Jamal Khashoggi está sendo vista como uma indicação de que o príncipe saudita Mohammed Bin Salman teria envolvimento direto no caso, de acordo com matéria desta segunda-feira (12) do “New York Times”.

Três pessoas que ouviram o conteúdo da gravação, coletada pela inteligência turca, disseram ao jornal que ela contém a voz de Abdulaziz Mutreb, um dos 15 acusados pela morte, conversando com um superior por telefone, pedindo a este que “avise ao seu chefe” que o trabalho havia sido feito.

Fonte: G1

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