Pai é preso suspeito de matar bebê de 6 meses com tiro no peito, em Luziânia, após usar drogas e discutir com esposa

Pai é preso suspeito de matar bebê de 6 meses com tiro no peito, em Luziânia, após usar drogas e discutir com esposa

Em depoimento, mãe da criança contou que ele se irritou por ela ter negado manter relações sexuais. Homem teria dado tiro à queima-roupa, após perguntar se esposa duvidava que ele tinha coragem, disse delegada.

Bebê Michel, de 6 meses, que morreu com tiro no peito em Luziânia; pai foi preso suspeito do crime — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Um pai foi preso suspeito de matar o próprio filho, um bebê de 6 meses, em Luziânia, no Entorno do Distrito Federal, na madrugada desta quarta-feira (12). O homem teria dado um tiro à queima-roupa, com a arma encostada no peito da criança, enquanto ela estava no berço. De acordo com a delegada Caroline Matos, ele informou que havia ingerido bebida alcoólica e consumido maconha e, por isso, não se lembrava do ocorrido.

“A mãe que conta que ele queria manter relações sexuais com ela. Diante da negativa, ele teria buscado a arma. Primeiro ameaçou de morte a mãe, depois apontou para o bebê. Ela diz que pediu calma, e que ele perguntou se ela duvidava que ele tinha coragem. Então, teria atirado”, disse a delegada.

O homem foi identificado como Maycon Salustiano Silva, de 25 anos, e a mãe, Jeniffer Ribeiro da Silva, de 20. Ela foi liberada após o depoimento. O G1 não teve acesso às defesas deles.

O bebê, Michel, chegou a ser levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade, mas já chegou ao local sem vida. A arma usada no crime – uma garrucha calibre 22, semelhante a uma pistola – foi encontrada escondida no sofá da sala da casa da família, com várias munições.

Entrevistado pela TV Anhanguera, o soldado Francisco Alencar contou que a equipe chegou a ser acionada por volta de 1h por vizinhos que ouviram a discussão, mas, quando passou pelo local, não consegui identificar de onde vinham os gritos. Cerca de quatro horas depois, foi chamada pela unidade de saúde para onde o menino foi levado.

“Omitiram socorro à criança”, disse o soldado.

Sem se identificar, uma vizinha narrou o que ouviu. “Ela [a mãe] tava desesperada, ela saiu gritando, pedindo socorro e socorro. Aí de repente ela calou a voz, a gente não ouviu mais nada.”

O pai não tem antecedentes criminais. Ele foi autuado por homicídio e pela posse da arma. A delegada disse descartar, em um primeiro momento, o envolvimento da mãe no crime.

Fonte: G1

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