Justiça de MG determina novo exame psiquiátrico em agressor de Jair Bolsonaro

Justiça de MG determina novo exame psiquiátrico em agressor de Jair Bolsonaro

Adélio Bispo já foi submetido a um exame a pedido da defesa, que apontou transtorno grave. Agora, autor de facada no candidato será avaliado por peritos.

O juiz Bruno Savino, da Justiça Federal de Juiz de Fora (MG), determinou um novo exame psiquiátrico em Adélio Bispo, que no mês passado deu uma facada em Jair Bolsonaro, candidato do PSL à Presidência da República. O processo corre sob sigilo.

Savino mandou abrir o chamado “incidente de insanidade”, realizado por peritos e cujo objetivo é avaliar a sanidade do agressor. Com isso, o processo sobre Adélio na Justiça está suspenso por 45 dias.

Adélio Bispo já foi submetido a um exame, a pedido da defesa, que apontou transtorno grave.

Na prática, a estratégia da defesa de Adélio Bispo é retirá-lo das penas previstas na Lei de Segurança Nacional, na qual ele foi indiciado pela Polícia Federal, e tratar o caso como insanidade. Nesta hipótese, a pena não é cumprida na prisão e a punição é diferenciada.

Relembre o caso

Em 6 de setembro, Bolsonaro participava de um ato de campanha em Juiz de Fora e levou uma facada na região abdominal.

Primeiro, o candidato a presidente foi submetido a uma cirurgia na cidade e, depois, transferido para o Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

Ao todo, Bolsonaro ficou internado por 23 dias. Durante este período, o candidato postou vídeos e mensagens nas redes sociais para falar sobre o estado de saúde e sobre o cenário político.

Desde que deixou o hospital, o candidato não tem participado de atos públicos, somente concedido entrevistas à imprensa.

Debates

Jair Bolsonaro cancelou a participação no debate da TV Bandeirantes, o primeiro do segundo turno, previsto para esta quinta-feira (11).

Adversário de Bolsonaro na disputa, Fernando Haddad (PT) já disse que vai “até a enfermaria” se for necessário para debater com o candidato do PSL. Também já questionou por que Bolsonaro pode dar entrevistas, mas não ir a debates discutir propostas.

Fonte: G1

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