Comitê vai investigar Trump por obstrução de justiça e abuso de poder

Comitê vai investigar Trump por obstrução de justiça e abuso de poder

Deputado afirmou que vai requerer documentos de mais de 60 pessoas, incluindo membros da Casa Branca e do Departamento de Justiça americano. ‘Está muito claro que obstruiu’, disse Jerrold Nadler.

O chefe do comitê judiciário da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Jerrold Nadler, afirmou neste domingo (3) que o órgão irá investigar uma possível obstrução de justiça e abuso de poder por parte do presidente Donald Trump. As informações são da agência de notícias Reuters e da rede televisiva ABC News.

Nadler disse à ABC que o comitê vai requerer, nesta segunda (4), documentos de integrantes do Departamento de Justiça, da Casa Branca, do filho do presidente, Donald Trump Jr. e de Allen Weisselberg, executivo financeiro das Organizações Trump, além de outras 60 pessoas.

“Nós vamos iniciar investigações sobre abuso de poder, corrupção e obstrução da justiça. É nosso papel proteger o estado de direito”, afirmou Nadler. “Está muito claro que o presidente obstruiu a justiça.”

Apesar de ter afirmado, na entrevista, que acredita que Trump tenha obstruído a justiça, Nadler acrescentou que ainda é cedo para dizer que o impeachment de Trump é uma possibilidade.

“Antes de impedir [tirar do poder] alguém é preciso persuadir a opinião pública de que isso precisa acontecer”, defendeu Nadler.

Como evidência de obstrução da justiça, Nadler citou a decisão de Trump de demitir o ex-diretor do FBI James Comey, que na época investigava as alegadas interferências da Rússia nas eleições de 2016 e que teriam beneficiado Trump. A investigação foi assumida depois pelo conselheiro especial Robert Mueller.

A investigação, que já dura 18 meses, resultou até o momento em acusações contra 32 indivíduos e três empresas russas, que respondem por ataques de hackers a computadores do Partido Democrata até crimes financeiros.

As acusações já renderam seis alegações de culpa e três pessoas condenadas à prisão, incluindo algumas que fizeram acordos e colaboram com a equipe de Mueller.

Em janeiro, o advogado de Trump, Rudolph Giuliani, negou envolvimento russo na campanha de 2016, mas não descartou que pessoas que tenham trabalhado para a campanha eleitoral do agora governante antes dos pleitos presidenciais de 2016 tenham colaborado com a Rússia.

Fonte: G1

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