Bolsonaro já tem data para retirar a bolsa de colostomia

Bolsonaro já tem data para retirar a bolsa de colostomia
A cirurgia de fechamento da colostomia a que o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), se submeterá foi agendada para o dia 28 de janeiro, segundo o cirurgião Antônio Macedo, que o acompanha.
A confirmação veio nesta quinta (13), logo após Bolsonaro passar por consulta médica de rotina no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Inicialmente, o procedimento tinha sido planejado para a última quarta (12), mas foi adiado no mês passado após exames detectarem uma inflamação no peritônio (membrana que recobre as paredes do abdômen e a superfície dos órgãos digestivos) e um processo de aderência entre as alças intestinais.
O fechamento da colostomia —ou reconstrução do trânsito intestinal— consiste em abrir novamente o abdome e religar as alças do intestino grosso para que o trânsito intestinal volte ao normal e o paciente deixe de usar a bolsa coletora de fezes.
Segundo Macedo, a expectativa é que, após a cirurgia, Bolsonaro fique no hospital de cinco a sete dias, até que o intestino começar a funcionar (em geral, após dois ou três dias) e que ele possa se alimentar normalmente.
Outra alternativa, segundo o médico, é manter o presidente eleito em São Paulo por mais cinco dias até a retirada dos pontos cirúrgicos, o que deve ocorrer entre o 10º e 12º dia após a operação. Ao todo, a previsão é que o tempo de recuperação mínimo seja de 15 dias.
Segundo Macedo, os riscos envolvidos são os inerentes a toda cirurgia, mas muito menores em relação à operação realizada em 12 de setembro, quando Bolsonaro apresentava peritonite grave, com grande contaminação e obstrução intestinal.  “Mas sempre existem riscos em qualquer tipo de cirurgia”, diz Macedo.
Entre as complicações mais frequentes estão infecções, hérnias, fístulas (abertura da emenda e extravasamento de conteúdo fecal para fora ou para dentro da cavidade abdominal) e obstruções (fechamento da área da emenda causando dificuldade da passagem do conteúdo fecal).
Pelo fato de o presidente eleito já ter sido submetido a duas cirurgias anteriores, não será possível fazer o procedimento por meio de técnicas menos invasivas, como a videolaparoscopia ou a robótica.
Bolsonoro se submeteu à primeira cirurgia em 6 de setembro, data em que foi esfaqueado, e sofreu três perfurações no intestino delgado e uma no intestino grosso.
Foi feita uma colostomia para isolar as áreas lesionadas da passagem de fezes, diminuindo, assim, o risco de infecções. O intestino foi completamente separado para que uma das pontas ficasse exteriorizada até a pele para a saída de fezes na bolsa coletora.
Em 12 de setembro, ele passou por uma segunda cirurgia de emergência para corrigir uma obstrução intestinal causada por aderência das alças intestinais.

Fonte: FolhaPress

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