Belém se destaca pelo forte potencial turístico e pela história inigualável

Belém se destaca pelo forte potencial turístico e pela história inigualável

O 12 de janeiro marca a fundação da cidade de Belém, há 403 anos, em torno do antigo Forte do Presépio, hoje Forte do Castelo. O atrativo histórico foi construído na margem da Baía de Guajará para proteger a entrada da Amazônia. Ainda no Centro Histórico, fica outro ícone da capital paraense e símbolo da cidade: o Mercado do Ver-o-Peso, com suas “porções mágicas”, é único e diferente de tudo que você já viu.

Visitar a estrutura de ferro, importada da Europa, e seu entorno, é fazer uma imersão nas cores, sabores, cheiros e temperos da Amazônia, que fazem de Belém um dos principais destinos culturais e gastronômicos do Brasil. Só a comida já vale a viagem.

A cidade foi eleita destino brasileiro mais bem avaliado pelos turistas estrangeiros que visitaram o país, segundo pesquisa do Ministério do Turismo. De acordo com o estudo, a capital paraense chegou ao topo com 99,2% de aprovação. A capital também foi reconhecida pela Unesco como Cidade Criativa pela sua gastronomia exótica – o açaí, por exemplo, é servido com farinha e peixe frito.

A caminhada pela Cidade Velha, onde fica o Complexo Feliz Lusitânia, com centenas de prédios antigos, leva o turista à Catedral da Sé, ao Museu de Arte Sacra e à Casa das 11 Janelas. Já a Estação das Docas ocupa antigos armazéns do porto fluvial de Belém com bares, restaurantes e lojas, entre outros serviços de apoio ao turismo. O atrativo é outro espaço onde o visitante respira a cultura paraense: no local, é possível navegar em um barco para apreciar a beleza da cidade e a imensidão das águas da Baía de Guajará.

A Basílica de Nossa Senhora de Nazaré, na Praça Santuário, é o centro de peregrinação que movimenta o turismo religioso o ano todo na cidade. Por ali passa, no segundo domingo de outubro, a procissão em homenagem à padroeira da Amazônia, que reúne mais de dois milhões de fiéis. O Círio de Nazaré foi reconhecido pela Unesco como Patrimônio Imaterial da Humanidade – a devoção vem desde 1852, no local onde havia um igarapé e um caboclo teria encontrado a imagem da santa.

PECULIARIDADES

A vida dos ribeirinhos pode enriquecer ainda mais a experiência dos turistas em um passeio pelas ilhas do entorno de Belém. A cidade tem 39 ilhas, entre elas, Cumbu – com atividade de turismo de base comunitária. Outro aspecto que fica evidente em um passeio pela capital paraense é a influência francesa da economia da borracha durante o período da Belle Époque. A herança está na arquitetura dos prédios antigos, além de atrativos históricos e culturais como o majestoso Theatro da Paz. Por tudo isso, Belém é apontada como uma das cidades mais importantes do País, ponto obrigatório para quem quer conhecer uma história gigantesca, uma culinária sem igual e um povo que sabe receber bem seu visitante.

EDIÇÃO ESPECIAL

E na edição deste domingo do DIÁRIO DO PARÁ o leitor vai poder contemplar matérias especiais sobre Belém em diversos aspectos, da cultura ao esporte, dos problemas e desafios da cidade, ao mesmo tempo em que mostrará por que a capital paraense é tão bem querida.

 

PARA ENTENDER

UM POUCO MAIS SOBRE BELÉM

– Forte do Castelo: a origem

Apesar das mudanças advindas do crescimento populacional e da modernização, Belém ainda permanece como cidade histórica do Pará, preservando ainda as tradições e os costumes da sua formação histórica. Um dos locais mais visitados da nossa cidade, o Forte do Castelo, o qual originou o primeiro núcleo urbano de Belém, denominado Feliz Luzitânia, foi fundada pelo famoso navegador Francisco Castelo Branco em 1616. Desse pequeno núcleo urbano, anos depois Belém tinha em 1872 cerca de 62 mil habitantes e em 2018 tinha cerca de 1,48 milhões de habitantes, de acordo com as pesquisas populacionais do IBGE.

– Culinária paraense

A cidade também é conhecida pela culinária e comércio de produtos regionais, duas tradições caracterizadas no complexo do Ver-o-Peso. O complexo, criado em 1625, é um dos principais pontos turísticos da cidade e responsável pela relevância culinária nacional e internacional da região.

Das mangueiras ao açaí

Um fato curioso de Belém, é o apelido de “Cidade das mangueiras”, exaltando a integração da urbanização e natureza que começou no século XIX. Na época, foi um plano do governo para arborizar a cidade e contornar o calor vindo do clima equatorial da região. Apesar da manga ter sido bem famosa no passado, outros produtos também ganharam destaque na mesa da população de Belém, como o famoso açaí. O produto é responsável por uma larga produção extrativista e agrícola que ajuda a abastecer a cidade e outros mercados do Brasil e do mundo.

Fonte: IBGE

Cidade ainda se destaca como a terra das oportunidades no Estado

No dia em que completa 403 anos, a cidade de Belém recebe uma boa notícia. Com dois principais setores econômicos, comércio e serviços, a capital do Estado ainda é o município que mais gera oportunidades de empregos formais, segundo estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos do Pará (Dieese/PA).

Nos últimos dez anos (2009 a 2018), o número de pessoas admitidas, em média, foi de aproximadamente 102 mil por ano. No ano passado, de acordo com o Dieese/PA, depois de três anos consecutivos de queda, o número de pessoas admitidas foi superior ao de desligadas, gerando com isso um saldo positivo de 1.391 postos de trabalho. No período analisado, a maioria dos setores econômicos apresentou crescimento na geração empregos, com destaque para o Setor Serviços com saldo positivo de 3.201 postos. O destaque negativo ficou por conta do Setor Comércio, com a perda de 1.350 postos de trabalho.

Outro fato interessante, de acordo com a análise do Dieese/PA, diz respeito ao número de vagas abertas no período de janeiro a novembro de 2018. Belém foi o município do Pará com o maior número de contratações com carteira: 77.323 pessoas.

(Com informações do Ministério do Turismo)

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