Após terremoto, Indonésia busca sobreviventes e retira turistas da ilha de Lombok

Após terremoto, Indonésia busca sobreviventes e retira turistas da ilha de Lombok

Tremor de 6,9 de magnitude deixou 91 mortos e 209 feridos.

Os equipes de resgate procuram nesta segunda-feira (6) sobreviventes sob milhares de imóveis que foram danificados pelo terremoto que atingiu a ilha de Lombok, na Indonésia, no domingo (5). Centenas de turistas estão sendo retirados da região, onde 91 pessoas morreram e 209 ficaram feridos.

Cerca de 13 mil imóveis, entre casas, mesquitas e escolas, foram destruídas no terremoto de 6,9 de magnitude, que aconteceu no começo da noite de domingo (no horário local). Cerca de 20 mil moradores foram desalojados. Algumas regiões ficaram sem energia e comunicações.

“Temos desafios: as estradas foram danificadas, três pontes também foram abaladas. O acesso é difícil a alguns locais e não temos funcionários suficientes”, afirmou o porta-voz da agência nacional de desastres, Sutopo Purwo Nugroho, de acordo com a France Presse.

Os militares da Indonésia disseram que estão enviando um navio com socorro médico, suprimentos e apoio logístico para a região.

Turistas

O terremoto foi tão forte que também foi sentido nas ilhas vizinhas Sumbawa e Bali, principal destino turístico da Indonésia, onde moradores e turistas correram para as ruas.

No momento do tremor, cerca de 1,2 mil turistas estavam nas Ilhas Gili, três pequenas ilhas tropicais a poucos quilômetros da costa noroeste de Lombok, que são muito populares entre mochileiros e mergulhadores. O balanço mais recente indica que 358 turistas, indonésios e estrangeiros, já deixaram a região.

Nesta segunda, vídeos e fotos mostraram centenas de turistas que foram para a praia nas Ilhas Gili à espera de ser regatados.

Há relatos de que um turista indonésio morreu nas Ilhas Gili, segundo a France Presse. Dois morreram na vizinha Bali, de acordo com a Reuters.

Pânico

O terremoto provocou cenas de pânico. As autoridades chegaram a emitir um alerta para tsunami após o tremor. O alerta foi suspenso.

Vários pontos de Lombok ficaram sem energia elétrica e pacientes precisaram ser atendidos do lado de fora dos hospitais.

Denink Ayu, recepcionista de um hotel em Gili Trawangan, a maior das três ilhas Gilis, afirmou ao canal CNN Indonesia que “todos entraram em pânico” após o terremoto.

“Agora estamos lutando pelos barcos. Todos estão em filas no porto, mas não há barcos suficientes”, completou, sem conter as lágrimas.

Nesta segunda-feira foram registrados tremores secundários, um deles de 5,3 graus, o que provocou novas cenas de pânico.

O epicentro do terremoto de domingo foi localizado a 10 km de profundidade, a 2 km ao sul de Loloan, de acordo com o Centro Geológico dos Estados Unidos (USGS). Inicialmente, a magnitude divulgada foi de 7, mas foi reavaliada para 6,9.

Em 29 de julho, um terremoto de 6,4 de magnitude, porém menos profundo, deixou 16 mortos e destruiu centenas de edifícios na mesma ilha. Também provocou deslizamentos de terra, lama e pedras, que surpreenderam os alpinistas que estavam nas montanhas de Lombok – vários deles ficaram bloqueados e foram resgatados mais de 24 horas depois do tremor.

Fogo do Pacífico

A Indonésia está em uma das regiões mais propensas a tremores e atividade vulcânica do mundo: o Círculo de Fogo do Pacífico. Cerca de 7 mil tremores atingem essa área por ano, em sua maioria de magnitude moderada.

A região, de cerca de 40 mil km de extensão, tem formato de ferradura e circunda a bacia do Pacífico, abrangendo toda a costa do continente americano, além de Japão, Filipinas, Indonésia, Nova Zelândia e ilhas do Pacífico Sul.

Em 2004, um tremor de magnitude 9,1, perto da costa noroeste da ilha de Sumatra, gerou um tsunami que matou 230 mil pessoas em 14 países no Oceano Índico.

Fonte: G1

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